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A importância de usar uma máscara segura

por William Morishigue agosto 27, 2020

A importância de usar uma máscara segura

A máscara que você utiliza possivelmente não protege o suficiente contra o COVID-19. A capacidade de filtragem é o item mais importante da máscara. Uma boa capacidade de filtragem está diretamente relacionada ao uso de filtros tecnológicos na construção dela.

O simples fato de conversar com alguém que carrega o vírus traz risco elevado de contaminação. Ao falar, o ser humano emite partículas muito pequenas, que são medidas em micrômetros - equivalente à milésima parte do milímetro.

Os estudos indicam que as partículas maiores se dissipam rapidamente em uma pequena distância (até 1 metro).

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Por outro lado, as partículas menores demoram muito tempo para se dissiparem e atingem distâncias maiores, aumentando ainda mais o risco. São partículas tão pequenas que podem ter 0,1 micrômetro de tamanho.

O que torna uma máscara segura?

A capacidade de filtragem é o que torna uma máscara segura. Existem duas siglas em inglês que informam o nível de segurança da máscara: BFE (Eficiência de filtragem de bactérias) e PFE (Eficiência de filtragem de partícula). Basicamente, a preocupação é em mensurar o quanto a máscara retém da substância que é expelida contra a máscara.

A regra é simples: quanto maior o BFE e quanto maior o PFE, mais segura é a máscara

Se a sua máscara possui um BFE inferior a 95%, você deveria se preocupar. Se o fabricante não sabe o BFE da sua máscara, você deveria se preocupar. Essa máscara talvez não cumpra o mínimo de proteção.

O motivo é muito simples. Obter um BFE de 95% não é muito difícil, desde que o fabricante saiba o que está fazendo. Juntar 3 tecidos adequados ou 3 camadas de TNT grosso deveria ser suficiente para isso.

O teste do BFE é feito com partículas vivas (bactérias) de 3 micrômetros. Repare que o fato mais importante não é ser bactéria, mas sim o tamanho das partículas testadas.

Se a sua máscara possui um PFE muito inferior a 95%, você deveria se preocupar. Esse é o teste que analisa as pequenas partículas. Ele é feito com partículas de 0,1 micrômetro, que são aquelas que demoram mais tempo para se dissipar no ar e que percorrem uma distância maior.

Essa performance elevada só pode ser obtida com filtros tecnológicos (SMS/meltblown). Não há a menor hipótese de uma máscara sem filtro chegar nem perto desse número.

Ou seja, se a sua máscara não tem filtro de segurança, você deveria se preocupar.

Escolher a máscara somente pelo conforto de respiração é muito perigoso

Não deve haver muitas pessoas que se sintam confortáveis ao usar máscara. É evidente que elas dificultam a respiração, mas é preciso escolher o melhor equilíbrio entre segurança e respirabilidade.

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Dentro da Universidade de São Paulo (USP), realizou-se o projeto (RESPIRE!, que comparou o eficiência de filtração entre os diferentes tipos de máscara.

As máscaras sem filtro geralmente são mais confortáveis para respirar, mas deixam o usuário mais vulnerável.

Os fabricantes têm investido cada vez mais recursos para viabilizar filtros tecnológicos que tragam boa proteção e boa respirabilidade. E claro, a um custo acessível.

A respiração é medida pelo diferencial de pressão (mm de H2O/cm²). Quanto menor o número, maior o conforto para o usuário. Uma máscara abaixo de 3,0 é o ideal, mas até 6,0 ainda é confortável.

Como eu sei se minha máscara tem filtro de proteção?

Existem laboratórios especializados que atestam a capacidade de filtragem das máscaras. São empresas muito sérias e certificadas. Possuem maquinário sofisticado e uma equipe altamente qualificada.

Níveis elevados de BFE e de PFE são evidências de que a máscara possui filtro de segurança.

Em última instância, basta cortar a máscara para procurar o filtro. Ele tem uma textura diferente e aparência destacada, é fácil perceber.

E as máscaras antivirais?

As máscaras antivirais estão em alta. Elas inativam >99% dos vírus, inclusive COVID-19, em alguns minutos. No entanto, a capacidade de filtragem às vezes é negligenciada, mas deveria ser o principal fator a ser considerado. A tecnologia antiviral é capaz de inativar somente o vírus que fica preso ao tecido.

As máscaras de tecido possuem capacidade limitada de filtrar partículas pequenas, apesar de algumas apresentarem bons resultados com partículas maiores.

Ou seja, uma boa máscara antiviral é aquela que possui filtro de segurança. Conheça aqui.

A tecnologia antiviral é fantástica e vem para aumentar a segurança. Mas não pode causar a falsa impressão de proteção ao usuário da máscara.

Há disponibilidade de máscaras seguras para todos

No início da pandemia, houve grande desequilíbrio entre oferta e demanda, gerando escassez de máscaras no mercado. Era natural que fosse necessário utilizar as máscaras que estivessem disponíveis, mesmo que fossem distantes do produto ideal. Era a única alternativa. Era "melhor do que nada".

A produção das máscaras mais seguras foi destinada aos profissionais de saúde, que eram e continuam sendo as pessoas mais expostas ao vírus. Nós só temos a agradecer a todos os profissionais de saúde por protegerem nossas vidas

Mas já faz algumas semanas que o mercado se equilibrou. É fácil adquirir máscaras seguras e a preços cada vez mais normalizados.

A escolha entre a máscara descartável e a de tecido têm suas peculiaridades e preferências. Há vantagens e desvantagens. Mas se possível, use máscaras com filtro de segurança.

 


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